sexta-feira, 27 de maio de 2011
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domingo, 11 de janeiro de 2009
Brasileiro Adriano Bastos vence Maratona Walt Disney World pela 6ª vez
O brasileiro Adriano Bastos venceu neste domingo a Maratona Walt Disney World pelo quinto ano consecutivo e sexta vez nos últimos sete anos. O maratonista terminou a prova em 2h20min38s e cruzou a linha de chegada carregando as bandeiras de Brasil e Estados Unidos.
Bastos tem uma tatuagem do personagem Mickey Mouse na parte de trás de cada perna e corre vestindo um chapéu do Pateta. A japonesa Liza Mizutani conquistou a prova entre as mulheres com o tempo de 2h46min27s
"Esta é sempre uma grande emoção para mim", disse Bastos. "Eu não conheço ninguém que tenha ganhado a mesma maratona tantas vezes. Meu objetivo é ganhar dez vezes. Isso seria um bom número", completou.
Mais de 21 mil corredores participaram da maratona, que não atrai a elite da modalidade porque não oferece prêmio em dinheiro. O brasileiro é personal trainer e terminou a prova 20 segundos mais rápido do que o último ano; o norte-americano Aaron Church foi o segundo colocado, ficando sete minutos atrás.
Mizutani tem 23 anos, é estudante de medicina no Japão e seu pai vive na Califórnia, nos Estados Unidos. Esta foi a sua segunda vitória em maratonas, mas a primeira participação na Disney.
Bastos tem uma tatuagem do personagem Mickey Mouse na parte de trás de cada perna e corre vestindo um chapéu do Pateta. A japonesa Liza Mizutani conquistou a prova entre as mulheres com o tempo de 2h46min27s
"Esta é sempre uma grande emoção para mim", disse Bastos. "Eu não conheço ninguém que tenha ganhado a mesma maratona tantas vezes. Meu objetivo é ganhar dez vezes. Isso seria um bom número", completou.
Mais de 21 mil corredores participaram da maratona, que não atrai a elite da modalidade porque não oferece prêmio em dinheiro. O brasileiro é personal trainer e terminou a prova 20 segundos mais rápido do que o último ano; o norte-americano Aaron Church foi o segundo colocado, ficando sete minutos atrás.
Mizutani tem 23 anos, é estudante de medicina no Japão e seu pai vive na Califórnia, nos Estados Unidos. Esta foi a sua segunda vitória em maratonas, mas a primeira participação na Disney.
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Após vencer São Silvestre, etíope desafia ídolo nacional por Mundial
A etíope Yimer Wude Ayalew não estava cotada entre as favoritas, poucos falavam dela, mas a atleta saiu vitoriosa da 84ª edição da São Silvestre, realizada na última quarta-feira. Com sobras, ela completou a prova em 51min37s, deixando a brasileira Fabiana Cristiane da Silva na segunda posição.
Yimer Wude comemora êxito em São Paulo e espera agora surpreender irmãs Dibaba
Yimer Wude comemora êxito em São Paulo e espera agora surpreender irmãs Dibaba
Após "surpreender" em São Paulo, a atleta espera alcançar neste ano o reconhecimento internacional. Para isso, ela espera disputar o Mundial de Berlim, entre 15 e 23 de agosto, mas terá de superar um dos maiores nomes do atletismo em seu país: Tirunesh Dibaba, campeã olímpica nos 5.000 m e 10.000 m.
Com 23 anos, Tirunesh foi ainda campeã mundial nos 5.000 m em 2003 e 2005, e triunfou nos 10.000 m em 2007. Ela sucedeu a irmã mais velha, Ejegayehu Dibaba, de 26 anos, que foi medalhista de prata nos 10.000 m nos Jogos de Atenas-2004. Em Pequim, Ejegayehu foi 14ª colocada na mesma prova.
As duas irmãs são companheiras de treino da vencedora da São Silvestre, e Yimer está ciente das dificuldades, mas mostra tranquilidade. "Sei que é bem difícil, mas espero muito disputar o Mundial. Treino com elas durante a semana e temos uma convivência bem legal", explicou Yimer, em entrevista ao UOL Esporte.
A campeã da São Silvestre planeja disputar os 10.000 m em Berlim, mas terá de melhorar sua marca para conseguir uma das três vagas. Hoje, o melhor tempo da atleta é 31min06s84, que foi superado por quatro compatriotas (Tirunesh Dibaba, Mestawet Tufa, Ejegayehu Dibaba e Meselech Melkamu) apenas em 2008.
"Preciso abaixar meu tempo, mas estou bem, venho em evolução e sei que posso. Se conseguir a vaga, sonhar com medalha no Mundial é uma meta", disse a etíope, que não perde a chance de elogiar as irmãs Dibaba, suas maiores rivais. "Elas são grande atletas e muito admiradas no país", explicou.
Com o troféu da São Silvestre nas mãos, ela deixa o país neste sábado e promete voltar no final deste ano para defender o título. "Gostei muito daqui e espero voltar. Mas antes quero o Mundial", prometeu.
Com 23 anos, Tirunesh foi ainda campeã mundial nos 5.000 m em 2003 e 2005, e triunfou nos 10.000 m em 2007. Ela sucedeu a irmã mais velha, Ejegayehu Dibaba, de 26 anos, que foi medalhista de prata nos 10.000 m nos Jogos de Atenas-2004. Em Pequim, Ejegayehu foi 14ª colocada na mesma prova.
As duas irmãs são companheiras de treino da vencedora da São Silvestre, e Yimer está ciente das dificuldades, mas mostra tranquilidade. "Sei que é bem difícil, mas espero muito disputar o Mundial. Treino com elas durante a semana e temos uma convivência bem legal", explicou Yimer, em entrevista ao UOL Esporte.
A campeã da São Silvestre planeja disputar os 10.000 m em Berlim, mas terá de melhorar sua marca para conseguir uma das três vagas. Hoje, o melhor tempo da atleta é 31min06s84, que foi superado por quatro compatriotas (Tirunesh Dibaba, Mestawet Tufa, Ejegayehu Dibaba e Meselech Melkamu) apenas em 2008.
"Preciso abaixar meu tempo, mas estou bem, venho em evolução e sei que posso. Se conseguir a vaga, sonhar com medalha no Mundial é uma meta", disse a etíope, que não perde a chance de elogiar as irmãs Dibaba, suas maiores rivais. "Elas são grande atletas e muito admiradas no país", explicou.
Com o troféu da São Silvestre nas mãos, ela deixa o país neste sábado e promete voltar no final deste ano para defender o título. "Gostei muito daqui e espero voltar. Mas antes quero o Mundial", prometeu.
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terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Melhor atleta do salto com vara da Alemanha faz cirurgia e muda de sexo
Melhor atleta do salto com vara da Alemanha faz cirurgia e muda de sexoYvonne Buschbaum passa a se chamar Balian e comemora sua 'liberdade'
Balian, ex-Yvonne: por mudança de sexo, ex-atleta da Alemanha abandona o esporte Yvonne Buschbaum, melhor esportista do salto com vara da história da Alemanha, agora se chama Balian. Com resultados que a levaram ao quarto lugar do ranking mundial em 2003, a ex-atleta largou o esporte e fez um longo tratamento para mudar de sexo.
Balian anunciou no final de 2007 que se sentia “um homem no corpo de uma mulher” e, por isso, largaria o atletismo para tomar hormônios e fazer uma cirurgia para ganhar órgãos sexuais masculinos.
A operação foi realizada este mês em Postdam, na Alemanha, e a ex-saltadora, que ainda está no hospital, se mostrou realizada em seu site na internet.
- Hoje acordeu em completa liberdade; o céu está aberto – comemora Balian, que decidiu não conceder entrevistas.
Após a mudança, ex-atleta, que também pensou em se chamar Ivan em sua nova vida, não pode mais participar de competições oficiais, pois seria flagrada no exame antidoping por uso de testosterona.
Balian anunciou no final de 2007 que se sentia “um homem no corpo de uma mulher” e, por isso, largaria o atletismo para tomar hormônios e fazer uma cirurgia para ganhar órgãos sexuais masculinos.
A operação foi realizada este mês em Postdam, na Alemanha, e a ex-saltadora, que ainda está no hospital, se mostrou realizada em seu site na internet.
- Hoje acordeu em completa liberdade; o céu está aberto – comemora Balian, que decidiu não conceder entrevistas.
Após a mudança, ex-atleta, que também pensou em se chamar Ivan em sua nova vida, não pode mais participar de competições oficiais, pois seria flagrada no exame antidoping por uso de testosterona.
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Lesão no tornozelo ameaça participação de Marílson na São Silvestre
Duas vezes campeão da São Silvestre e da Maratona de Nova York, Marílson Gomes dos Santos está com sua participação ameaçada na edição deste ano da São Silvestre. O atleta sentiu uma lesão no tornozelo esquerdo na última semana e pode ficar fora da prova paulistana.
O fundista se queixou de dores no local, quando intensificava os treinamentos para o evento em 31 de dezembro. Marílson explicou que sentia um incômodo no tornozelo antes da Maratona de Nova York, vencida por ele em 2 de novembro, mas acreditava que não seria algo grave.
O fundista se queixou de dores no local, quando intensificava os treinamentos para o evento em 31 de dezembro. Marílson explicou que sentia um incômodo no tornozelo antes da Maratona de Nova York, vencida por ele em 2 de novembro, mas acreditava que não seria algo grave.
Duas vezes campeão da São Silvestre e da Maratona de Nova York, Marílson Gomes dos Santos está com sua participação ameaçada na edição deste ano da São Silvestre. O atleta sentiu uma lesão no tornozelo esquerdo na última semana e pode ficar fora da prova paulistana.
O fundista se queixou de dores no local, quando intensificava os treinamentos para o evento em 31 de dezembro. Marílson explicou que sentia um incômodo no tornozelo antes da Maratona de Nova York, vencida por ele em 2 de novembro, mas acreditava que não seria algo grave.
MARÍLSON É DÚVIDA Marílson não compete desde Maratona de Nova York, quando conquistou o título Depois disso, ele abriu pregões da Bolsa em Nova York e São Paulo, e viajou à Disney RELEMBRE A CONQUISTA EM NY MAS ATLETA FOI MAL EM PEQUIM Porém, quando retomou os treinos fortes, o atleta voltou a sentir a lesão. "Por causa disso, tivemos de reduzir os treinos e ele não foi para a pista nesse final de semana. É uma lesão que preocupa", destacou o técnico de Marílson, Adauto Domingues.
O treinador explicou que o brasiliense deve ser submetido a novos testes no final desta semana para saber se poderá competir em 31 de dezembro. "Ele já está inscrito, mas se não treinar nesta semana, é claro que ele não competirá. Não vamos sacrificar a próxima temporada", disse.
Marílson venceu a São Silvestre em 2003 e 2005, e já havia admitido que a participação na prova deste ano poderia não acontecer, em virtude de seu cansaço e pela série de compromissos que teve de enfrentar após ganhar a Maratona de Nova York.
Após o êxito nos EUA, o atleta deixou claro que considerava 2008 um "ano bom" graças ao bi em Nova York. Marílson reconheceu também que o triunfo serviu para amenizar a frustração com a performance nas Olimpíadas de Pequim, quando abandonou a prova da maratona.
Neste ano, ele pode se tornar o primeiro brasileiro a vencer por três vezes a São Silvestre desde que a prova passou a ser internacional em 1945. Sebastião Moreira triunfou em 1945 e 1946, e José João da Silva foi o primeiro colocado em 1980 e 1985.
O fundista se queixou de dores no local, quando intensificava os treinamentos para o evento em 31 de dezembro. Marílson explicou que sentia um incômodo no tornozelo antes da Maratona de Nova York, vencida por ele em 2 de novembro, mas acreditava que não seria algo grave.
MARÍLSON É DÚVIDA Marílson não compete desde Maratona de Nova York, quando conquistou o título Depois disso, ele abriu pregões da Bolsa em Nova York e São Paulo, e viajou à Disney RELEMBRE A CONQUISTA EM NY MAS ATLETA FOI MAL EM PEQUIM Porém, quando retomou os treinos fortes, o atleta voltou a sentir a lesão. "Por causa disso, tivemos de reduzir os treinos e ele não foi para a pista nesse final de semana. É uma lesão que preocupa", destacou o técnico de Marílson, Adauto Domingues.
O treinador explicou que o brasiliense deve ser submetido a novos testes no final desta semana para saber se poderá competir em 31 de dezembro. "Ele já está inscrito, mas se não treinar nesta semana, é claro que ele não competirá. Não vamos sacrificar a próxima temporada", disse.
Marílson venceu a São Silvestre em 2003 e 2005, e já havia admitido que a participação na prova deste ano poderia não acontecer, em virtude de seu cansaço e pela série de compromissos que teve de enfrentar após ganhar a Maratona de Nova York.
Após o êxito nos EUA, o atleta deixou claro que considerava 2008 um "ano bom" graças ao bi em Nova York. Marílson reconheceu também que o triunfo serviu para amenizar a frustração com a performance nas Olimpíadas de Pequim, quando abandonou a prova da maratona.
Neste ano, ele pode se tornar o primeiro brasileiro a vencer por três vezes a São Silvestre desde que a prova passou a ser internacional em 1945. Sebastião Moreira triunfou em 1945 e 1946, e José João da Silva foi o primeiro colocado em 1980 e 1985.
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Série que valeu ouro em Madri gera briga entre Diego e treinador
Foi com o salto que leva seu nome que Diego Hypólito conquistou a medalha de ouro na Superfinal da Copa do Mundo de ginástica, no último sábado. Porém, o movimento que abriu a série do brasileiro em Madri, chegou a ser motivo de briga entre o ginasta e seu técnico, Renato Araújo. O treinador quase abriu mão de acompanhar Diego na competição que encerrou a temporada.
Pouco antes da viagem para a Espanha, Renato e Diego divergiram sobre a série que seria utilizada na Superfinal. Diego queria, passada a perda da medalha nos Jogos de Pequim, apresentar um novo salto para aumentar o grau de dificuldade de sua exibição. Renato, porém, vetou o movimento e instaurou uma crise com seu comandado.
"Ficamos um dia sem conversar. Não ia viajar para a Espanha e comuniquei a Eliane Martins [supervisora da Confederação Brasileira de Ginástica] da minha decisão. Eu, como técnico, vi que [a série] não estava pronta. Esta é a minha função. Duas cabeças pensam melhor que uma e a decisão final tem de ser minha. Senão, perco autoridade", disse Renato em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.
Segundo apurou a reportagem, Diego não queria utilizar o "Hypólito" para a abrir sua apresentação em Madri. A intenção do ginasta é lançar mão de um movimento que consistia em um primeiro mortal de 360 graus de costas aliado a um salto de 180º. Após tocar o solo, Diego ainda emendaria mais dois mortais de 360º e um de 180º. O resto da exibição seria idêntico ao de Pequim.
Depois de ameaçar não acompanhar Diego, Renato venceu a queda de braço. "Coversamos com calma e achamos melhor apresentar em Madri o que fizemos nas Olimpíadas, porque a prova que utilizei no segundo semestre estava muito crua, com falhas e precisava ser repensada", admitiu o ginasta.
Com uma apresentação quase sem erros, Diego conquistou o tricampeonato da Superfinal ao receber nota 16.125. Ficou bem à frente do medalhista de prata Kohei Uchimura, do Japão, que obteve 15.900. "Cheguei para ele após a conquista e disse: 'esta é a tua série!'. Ele concordou", finalizou Renato Araújo.
Porém, para o Mundial de 2009, em Londres, Diego pensa em descartar de vez o "Hypólito". O ginasta vai tirar um mês de férias e, depois disso, pretende trabalhar uma nova série. "Teremos que mudar muitas coisas por causa do novo código de pontuação", contou o ginasta.
Já Renato ainda considera a possibilidade de manter o salto que abriu a apresentação em Madri. "Montar a série é como um jogo de xadrez. E, para minha sorte, o Diego tem um leque muito grande de elementos. Se o 'Hypólito' continuar, a nota de partida poderá chegar em 16.90, a maior que já tivemos", disse Araújo.
"Ficamos um dia sem conversar. Não ia viajar para a Espanha e comuniquei a Eliane Martins [supervisora da Confederação Brasileira de Ginástica] da minha decisão. Eu, como técnico, vi que [a série] não estava pronta. Esta é a minha função. Duas cabeças pensam melhor que uma e a decisão final tem de ser minha. Senão, perco autoridade", disse Renato em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.
Segundo apurou a reportagem, Diego não queria utilizar o "Hypólito" para a abrir sua apresentação em Madri. A intenção do ginasta é lançar mão de um movimento que consistia em um primeiro mortal de 360 graus de costas aliado a um salto de 180º. Após tocar o solo, Diego ainda emendaria mais dois mortais de 360º e um de 180º. O resto da exibição seria idêntico ao de Pequim.
Depois de ameaçar não acompanhar Diego, Renato venceu a queda de braço. "Coversamos com calma e achamos melhor apresentar em Madri o que fizemos nas Olimpíadas, porque a prova que utilizei no segundo semestre estava muito crua, com falhas e precisava ser repensada", admitiu o ginasta.
Com uma apresentação quase sem erros, Diego conquistou o tricampeonato da Superfinal ao receber nota 16.125. Ficou bem à frente do medalhista de prata Kohei Uchimura, do Japão, que obteve 15.900. "Cheguei para ele após a conquista e disse: 'esta é a tua série!'. Ele concordou", finalizou Renato Araújo.
Porém, para o Mundial de 2009, em Londres, Diego pensa em descartar de vez o "Hypólito". O ginasta vai tirar um mês de férias e, depois disso, pretende trabalhar uma nova série. "Teremos que mudar muitas coisas por causa do novo código de pontuação", contou o ginasta.
Já Renato ainda considera a possibilidade de manter o salto que abriu a apresentação em Madri. "Montar a série é como um jogo de xadrez. E, para minha sorte, o Diego tem um leque muito grande de elementos. Se o 'Hypólito' continuar, a nota de partida poderá chegar em 16.90, a maior que já tivemos", disse Araújo.
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Nesta sexta, Honda vai informar saída da F-1
Um anúncio bombástico é esperado para esta sexta-feira (5) no Japão. A Honda vai informar o fim de suas operações na F-1, como resultado imediato de dois fatores que aparentemente não têm relação direta, mas acabam funcionando como justificativa diante de seus acionistas: 1) os péssimos resultados nos últimos dois anos na categoria, com ridículos 20 pontos somados apesar dos cerca de US$ 400 milhões gastos por temporada; 2) a crise financeira mundial, que resultou numa forte retração nas vendas da montadora, especialmente no recessivo mercado americano, com queda de 32% nas vendas.
O Grande Prêmio soube que a Honda chamou todos os seus funcionários para participarem de uma reunião às 18h (horário inglês), em que foram comunicados dos planos de deserção da montadora. O anúncio deve acontecer às 13h30 de sexta (0h30 de Brasília).
A equipe de F-1, sucessora da BAR, sediada em Brackley, na Inglaterra, não vai necessariamente fechar as portas. Mas, como revelou o site "Grandprix.com" nesta quinta, já há uma frenética atividade no departamento pessoal do time, com muitos de seus funcionários disparando e-mails para outras equipes oferecendo seus préstimos profissionais. Para continuar existindo, a ex-BAR teria de sair atrás de patrocínios para pagar os custos da operação. Ou de um comprador. Nas últimas duas temporadas, a Honda não teve patrocinadores. Correu fazendo campanha ecológica.
A situação do time é parecida com a de Cuba quando da dissolução da URSS. A torneira que despejava milhões de rublos na ilha fechou repentinamente e a pequena nação caribenha teve de se virar com o que tinha em mãos. É mais ou menos esse o clima na fábrica de Brackley. De um dia para o outro, a equipe que hoje se chama Honda e é oficialmente sustentada pela matriz japonesa pode passar a ser membro do cada vez mais enxuto grupo das "independentes" — que hoje, na prática, só tem a Williams. Se continuar na ativa, a "nova Honda" não vai usar os motores japoneses.
O anúncio da Honda afeta diretamente dois pilotos brasileiros, que estavam escalados para os testes de Jerez de la Frontera na semana que vem: Bruno Senna e Rubens Barrichello. O recordista de GPs disputados, que teria sua última chance de permanecer na F-1 a partir dos resultados desses treinos, já teria sido avisado pelo time de que sua participação na sessão coletiva foi cancelada. Bruno espera o desenrolar dos acontecimentos, mas por via das dúvidas já reativou seus contatos com a Toro Rosso.
Também no Brasil, a Petrobras, que assinou com a Honda como fornecedora de combustível e patrocinadora para 2009, espera pelo anúncio da montadora para saber que rumo tomar. Caso o desfecho seja o esperado, o fim das operações oficiais da montadora na categoria, o contrato deve ser rescindido.
A F-1 tem hoje apenas dez equipes disputando o Mundial. Começou a temporada com 11, mas antes do GP da Turquia a Super Aguri, que até 2007 era integralmente financiada pela Honda, fechou as portas e teve todos seus equipamentos vendidos, inclusive através de prosaicos leilões no eBay. Se a Honda fechar de vez, serão nove times, 18 carros, no grid do GP da Austrália que abre a temporada do ano que vem.
O Grande Prêmio soube que a Honda chamou todos os seus funcionários para participarem de uma reunião às 18h (horário inglês), em que foram comunicados dos planos de deserção da montadora. O anúncio deve acontecer às 13h30 de sexta (0h30 de Brasília).
A equipe de F-1, sucessora da BAR, sediada em Brackley, na Inglaterra, não vai necessariamente fechar as portas. Mas, como revelou o site "Grandprix.com" nesta quinta, já há uma frenética atividade no departamento pessoal do time, com muitos de seus funcionários disparando e-mails para outras equipes oferecendo seus préstimos profissionais. Para continuar existindo, a ex-BAR teria de sair atrás de patrocínios para pagar os custos da operação. Ou de um comprador. Nas últimas duas temporadas, a Honda não teve patrocinadores. Correu fazendo campanha ecológica.
A situação do time é parecida com a de Cuba quando da dissolução da URSS. A torneira que despejava milhões de rublos na ilha fechou repentinamente e a pequena nação caribenha teve de se virar com o que tinha em mãos. É mais ou menos esse o clima na fábrica de Brackley. De um dia para o outro, a equipe que hoje se chama Honda e é oficialmente sustentada pela matriz japonesa pode passar a ser membro do cada vez mais enxuto grupo das "independentes" — que hoje, na prática, só tem a Williams. Se continuar na ativa, a "nova Honda" não vai usar os motores japoneses.
O anúncio da Honda afeta diretamente dois pilotos brasileiros, que estavam escalados para os testes de Jerez de la Frontera na semana que vem: Bruno Senna e Rubens Barrichello. O recordista de GPs disputados, que teria sua última chance de permanecer na F-1 a partir dos resultados desses treinos, já teria sido avisado pelo time de que sua participação na sessão coletiva foi cancelada. Bruno espera o desenrolar dos acontecimentos, mas por via das dúvidas já reativou seus contatos com a Toro Rosso.
Também no Brasil, a Petrobras, que assinou com a Honda como fornecedora de combustível e patrocinadora para 2009, espera pelo anúncio da montadora para saber que rumo tomar. Caso o desfecho seja o esperado, o fim das operações oficiais da montadora na categoria, o contrato deve ser rescindido.
A F-1 tem hoje apenas dez equipes disputando o Mundial. Começou a temporada com 11, mas antes do GP da Turquia a Super Aguri, que até 2007 era integralmente financiada pela Honda, fechou as portas e teve todos seus equipamentos vendidos, inclusive através de prosaicos leilões no eBay. Se a Honda fechar de vez, serão nove times, 18 carros, no grid do GP da Austrália que abre a temporada do ano que vem.
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